Beija Flor - Sérgio Gonçalves dos Santos, nascido numa segundona, dia 10 de fevereiro de 1969 no hospital e casa de maternidade Pe. Antonio Vieira em Coroatá- Ma, filho de Antonio Pedro dos Santos Netto e Zulmira Lima Gonçalves dos Santos, descendente de português, árabe, holandês e índio brasileiro.

Sérgio teve sua infância e sua vida escolar na sua cidade natal, onde fez o curso do magistério no mesmo período que absolvia o curso de desenho artístico e publicitário. Morou por alguns anos em Guaratinguetá-SP, onde passou um período tendo aulas de pintura e artes plásticas ministradas por um padre alemão que passava seu tempo rezando e pintando.

Em Guaratinguetá teve vários poemas publicados no jornal local. Teve participação em várias antologias poéticas a nível nacional e internacional. Retornando a Coroatá encontrou seu tio que o convidou para ir para Brasília passar uma semana, onde ficou três anos trabalhando para uma empresa de móveis, fazendo designinterior, no mesmo período era cartunista e caricaturista para um jornal de Brasília. Voltando para São Luis - Ma, ilha do amor e cidade francesa, onde recebeu o convite de ir morar na Alemanha, onde fez o curso de marcenaria e pouco depois concluiu o mestrado nesta mesma área na Academia de Escultores, Marceneiros e Designer na cidade de Garmisch-Patenkirchen no estado da Baviéra - Alemanha.

Nosso Beija-Flor Poeta e Amigo começou muito cedo com a poesia, sempre adorou escrever para colocar seus sentimentos no papel e se ver livre de pensares, como ele mesmo gosta de falar, pois seu pai faleceu em um acidente de trabalho quando nosso Beija-Flor tinha apenas seus cinco anos de idade. Brincar com as palavra, um se sentir livre para formular e escrever pensares são dádivas que ele possui, pois tudo acaba em poesia, toda palavra, toda ação, um simples olhar, ele não deixa escapar um floco de neve na praia de copababana em pleno verão, chegando a participar de vários concursos de poesias entre eles o organizado pela Diocese de Coroatá, ocupando o primeiro lugar com a poesia: " Independência " e sendo a ser convidado a integrar coletâneas de poetas brasileiros, o que na época era difícil, pois se havia de fazer parte de um concurso, mas ele sempre esteve dentro. Porém, como por desgosto ou falta de uma musa mesmo, uma rosa, como ele sempre diz, parou de poetizar, achava suas poesias feias, desnutridas, desvairadas.

Recomeçou a escrever em alemão no ano de 2000 em Garmisch durante o mestrado, período que começou a estudar música e a tocar Saxofone alto. A influência musical veio do seu tio Pedro que mora em Brasília e tem uma família maravilhosa, seu tio estudou violão clássico, veio então essa existência consciente de Luciano Tapajós e muitos outros artistas da nossa vida musical brasileira. A motivação demorou somente um ano, e nosso Poeta escrevera somente em alemão, o que eu não entendia... Por insistência de sua irmã Esther começou a participar do Orkut e aos poucos retomou o vício de escrever, estimulado por sua irmã e por pessoas maravilhosas como a Rô Daros, o Afonso, o Gustavo Drummond, Marta Peres - poetisa, escritora e jornalista, por mim mesma e muitas pessoas maravilhosas, na maioria mulheres.

Sérgio não fala muito de coração, quando relata o seu carinho pela musa inspiradora no momento, sempre usa a palavra "seio" para substituir a palavra "coração", porque ele é consciente de que a sensibilidade maior de uma mulher está nos seios, fonte de vida e alimentação da humanidade, quando esta ainda um bêbe, de olhos ainda fechados, não sabe como enfrentar a vida. Tambem é embaixo do seio que pulsa a vida, o coração feminino. A sua admiração pela pessoa da mulher em geral vem do fato dele ter a mulher como modelo e não como objeto. A mulher é o ponto mais central de suas poesias, de seus pensamentos, de seu respirar, de sua vida.

Em Munique, onde vive há quase vinte anos, absorveu o curso de caricaturista e desenhista em quadrinhos, não exercendo essa função como tal, mas como escultor e artista plástico, participando e organizando exposições em muitas cidades na Alemanha. Em todo ele não conta mais quantas exposiçoes fez ou mesmo paricipou, tendo período que chegou a participar de três exposições por ano. Sérgio tem sua própria marcenaria, o que realmente lhe sustenta. Suas exposições sempre tem fins sociais com apoio a projetos no Brasil ou mesmo na Alemanha. Suas exposições sempre são feitas com um tema, por exemplo: " O Brasil é um país colorido ", " A Alemanha vista por um artista brasileiro ", " Quatro faces brasileiras ", " Lua cheia ".

O retorno poético de um beija-flor amigo: Quando Sérgio entrou no Orkut, veio como um furacão, conquistando todos... ele está se revelando de novo, não perdeu sua magia poética, seu sensualismo, sua forma de ser compreensivo e amigo. Essa nova descoberta de si mesmo resultou no seu primeiro livro com o título : " Pétala por pétala " que foi publicado em Julho de 2009 pela Giz Editorial. Com o apoio e a incentivação literária da escritora amiga Regina Drummond que também está envolvida no planejamento juntamente com a poetisa e amiga Ozeni Lima, quem faz as correções e a estrutura inicial dos livros antes de seguirem para Editora. A concordância imediata da Giz Editorial em fazer o lançamento do " Pétalas por pétalas " veio confirmar o seu valor poético. Essa confirmação vem acontecendo por parte de muitos poetas e muitas poetisas, jornalistas e amantes da poesia que estão ativos, não somente no Orkut, mas em toda a rede cibernética. O comentário de Rô Daros traduz o pensamento em palavras pelo que imaginamos do nosso Beija-Flor poeta : " Oi Sergio, vc é uma pessoa iluminada... pq só alguém com muita luz consegue ser arte em tempo integral. E vc é arte... "

Já estamos curiosos e ansiosos para ver e ler e digerir as poesias de Sérgio, o nosso Beija-Flor poeta.

Com carinho e amizade

Debora Scholnic.

As rugas do tempo

estrela dalva
alvas minha vida
e meus pensares
se afogam em ti
nessa imensidão
que é o amor
que te abrigo no peito
no lado esquerdo
o travesseiro vivo
e cheio de felcidades
espelhadas no riso
ocular fugindo
em galopes
pela horizontal
de meus lábios
te adornando.

Ah, estrela dalva,
tu sabes por certo
que meu mundo deserto
sempre está cheio de um tudo
e já totalmente vazio de um nada
cujo ventre de ouro
gerou a vida sua luz
abençoada.

Mãe, que te quero mãe.

(Homenagem à mãe das estrelas - Caetano Veloso)

Sérgio, beija-flor-poeta



Fuga de um beija-flor


delírios de um beija-flor, vida feliz,
acariciando num beijares tua formosa flor.
paixão: veracidade que eu sempre quis,
nas asas do tempo, pousar no teu amor:

a cada pétala viver teu seio a sorrir.
oh, minha doce amáda, livre da dor...,
eis que em teus sonhos ainda estou.

que nossa canção nunca chegue ao fim,
sempre afinada aos acordes do teu violão,
cheio de linhas, cheio de ondas, meu marfim.

ainda vôo na noite, nessa louca escuridão
buscando teu precioso néctar somente para mim,
e me delirar contigo, tu: meu sim e ... meu não!

Sergio, beija-flor-poeta



Violeta-me

e me olhas assim, meio avioletada
como fosse pousar em tí, minha amáda
e me desfrutar do teu reluzir, esmeralda
ametista, brilhante, donzela discalça

violetando a minha vida de beija-flor
florescendo no meu jardim de amor
suportando a dessa vida, da paixão a dor

de entre sonhos estares florida
no mais lindo jardim da vida
sejas minha rosa preferida

violeta de púrpura cor, se for
de felicidade, que chores, então
que me alimentes de tí, oh querida

e sejas minha única e real questão
de ainda suspirar, viver-te oh margarida
és a verdadeira violeta, minha musa-inspiração.

Sérgio, beija-flor-poeta



Viviane

que a vida não se engane
seja ela uma flor
nascida mais feliz e contente

fruto de vida, eterno amor
a mais pura e viva semente
sol da meia noite, luz divina

que tua beleza se inflame
chamá-la-ia de rosa
pois sua beleza se enflora
não há mais belo que viviane

e se a lua confundir a noite com o dia
sejas ainda assim de festa, alegria
teu mais meigo e doce amar

viva o sonho, tambem as fantasias
sejas feliz no mais sublime cantar
por seres o que és, já és pura magia.

Sergio, beija-flor-poeta



Sonoridade de féu

curvas perfeitas das ondas de areia
salgada nos braços de um mar infinito
se perdendo na vista encantada de cereia
me encantando, salvando do perigo

quando nas profundezas oceânicas perdido
entre um navegares e um galopares faceira
fazendo-me de teu seio meu doce abrigo
meu sol da meia noite, meu dia; lua cheia

de sonoridade feminina, sina do meu belo sofrer
preso ao teus laços de fita, é que me ensinas
que a dor do amares é que faz mais prazer

quando nas ondas sonoras de amor, menina
me cobrindo com tua pétala, oh rosa do querer
o mal-me-quer somente reinicia a paixão infinda

Sergio, beija-flor-poeta



O silenciares

palavrões obscenos
de um amor sereno
de uma estrela cadente
nascida assim de repente

no teu seio carente
me amando loucamante
num amar siblime, pleno
um silenciares atento

para cada beijo
para cada desejo
para cada delirar

para cada anseio
princípio, fim : meio
de em tí morrer.

Sergio, beija-flor-poeta



Construção

a poesia nascida do teu sublime amor
pétalas nas mãos, coberta de flor
cólo suave e de purpurar em plena dor
do amares, minha menina, e se for

aquela tua mais semblante melodia
acalentando a saudade que outro dia
quisera em meu peito fazer moradia
trazes nas mão a rosa, minha alegria

não, ... não sonhes somente, princesa !
que minha outra metade, oh amor, sejas
aquela que de carinhos e paixão enseja

estar dentro do meu único e verdadeiro amar
deleitando de tuas ondas, violão a me beijar
preso nas notas musicais do teu meigo sussurrar.

Sergio, beija-flor-poeta



O beija-flor navegante

quebra o silêncio
e murmura suspiros,
quando o ar quente
invadir meus ouvidos
vou pensar
que são sílabas
consonantais,
vocálicos os desejos
de te ver sorrindo
em gritos felizes
quando ancorar
no teu porto
e eu, mesmo morto,
de tando navegar ares,
hei de encalhar
pra sempre
na maré do teu seio
a me esperar.

Sérgio, beija-flor-poeta



Uma fera de beija-flor

Deveras triturar a tua saliva
entre as pálpebras do seio
e cujo amor em mim arrepia
seria todinho teu, não alheio.

E quando teu olhar se arrisca
a penetrar o peito passageiro
do beija-flor, cujo amor é isca
para te amarrar no terno beijo.

A fera-loba que em mim perdida,
no silêncio que a alma devoras
em teu violão meu arpejo vibra:

tango do amor de cravo e rosa,
e a doce fera é bela margarida
morta pra vida, em mim se flora.

Sérgio, beija-flor-poeta
o lirismo nos braços de um beija-flor

Sergio, beija-flor-poeta



Turbulências

eu acredito em ti,
na tua garra,
na tua gana,
e se me enganas,
desenganado fico.

Mas, se dádivas possues:
as do amor,
as da vida,
as de seres guerreira,
as de seres feroz, ...

Nenhum começo
é sinônimo de um recomeçar
e um todo
sempre é composto
de mil pedacinhos
ou mais,
muito mais.

Eu creio em ti,
eu creio na mulher divina
que habita teu seio,
porque acredito
na tua capacidade
de mudar o mundo
para seres feliz.

Eu não me assusto,
eu sou feliz
com cada passo
caminhas
ao encontro
do que desejas:
a realização
dos seus sonhos.

Não existe começo
para os que já estão na estrada da vida,
siga em frente e dê um novo rumo
para a felicidade: cais da salvação

Sergio, beija-flor-poeta



Beija-flor feliz

É verdade, meu amigo,
a vida toma seu rumo
e muitos barcos navegam
na mesma maré
cheia de felicidade,
de amigos de verdade.

Ainda existem pessoas
que são seres humanas
naquilo que fazem
por amor em função
da felicidade e do bem
contidos no peito
atrás das pupílas brilhantes
e de lábios feitos lua
sorrindo para a s estrelas
a lhe adornarem,
a reluzirem cada noite
mais belas e encantantes.

E o que fazer de nossa
carência cheia de forças
para vencermos a nós mesmos ?

Não me ponhas a corda no pescoço,
esse laço não foi feito pra nós !
Grito eu em pleno sétimo-céu
e me apanho debulhando
o trigo da vida,
o mesmo da felicidade,
o mesmo da amizade,
o mesmo do amor.

Chegou a hora
de crer no amor
e enfiar o corpo inteiro,
a alma inteira,
o espírito inteiro.

Siga o seu destino
e use a flecha do amor
que tens nas mãos
para trespassar a barreira
da harmonia eterna.

O arco está indo
de encontro aos teus abraços,
ao teu coração
já totalmente de seio aberto.

Sejam felizes, amigos.

Sergio, beija-flor-poeta



Feliz aniversário

se um dia se nasce,
se um dia se morre
e um dia se escape,
e um dia se a sorte

a bater na tua casa
e te levar pra marte
não dê um discarte
e a morte vale nada

se a felicidade forte
do peito o doce riso
de tão feliz explode

então cante as vivas
pétalas de beija-flor,
orvalho de orquídeas.

(Niver da Mary)

Sérgio, beija-flor-poeta



Sonhar o impossível e o invisível

acredite sempre em você mesmo,
pois existem pessoas que acreditam
no seu potencial,na sua juventude,
na sua força de vontade de vencer
e chegar onde muitos ainda sonham.

O encontro com a felicidade
somos nós mesmos quem
o proporciona, pois eu acredito
que nem o próprio acaso
acontence por acaso.

Feliz aniversário, meu amigo Gabriel,
fleiz aniversário

Sérgio, beija-flor-poeta



A amizade de um beija-flor

a maior felicidade do mundo
é ter amigos que nos fazem bem
pelo simples motivo de respirarem
a mesma onda sonóra do pensamento
quando o coração pulsa de alegria
por simplesmente ficar de pernas bambas
da consciência de que existes.

Hanna, eu te admiro muito e sei que
a nossa amizade é bem gostosa.

Beijos e felicidades mil

PS.: não sou teu fã, ... sou teu amigo
e te agradeço pela oportunidade
de estar me declarando assim.

Que o seu pensar seja cheio de felicidades
e sua vida harmoniosa.

Sorria, alguem pensa em você e deseja o seu bem.

Sérgio, beija-flor-poeta



Ironia

quem deseja
não quer que aconteça,
eu queria respirar
se eu fosse cacos de cinzas
no velho neom
azulado pelas estrelas
respirando a vida
depois da morte súbta
desse breve " te querer "
abraçar,
ver,
beijar,
sentir,
sorrir,
amar, ...

Amar !
Mais que desilusão
esse pensamento
devorando minhas pernas
tontas de tanto querer
correr pros teus olhares
feito flecha lançada
para dentro de tí
pelo arco do amor
que me consome
aos poucos e me mata
de felicidades com o teu sorir
acariciando a distância
que nos separa,
no sonho de quebrar
todas as barreiras
entre nós:
pecado mortal,
nada mais que isso:
pecado mortal !

Por outro lado,
o que fazer nessa santidade
que nos consome e devora ?
Já que somos irrelevantes,
por quê então não vivermos juntos
os sonhos que um dia tivemos ?
Um pro outro,
um sonho cheio de inocências
e sabedorias nos olhares
brilhando de paixão,
ternura, ...
e amor.

Sérgio, beija-flor-poeta



Amiga Lia,

os dias passam
as águas correm
embaixo da ponte
paciente e segura
a se deleitar
com as carícias do rio
aos seus pés
como fosse ela
uma princesa
no mesmo tempo
em que carros
lhe fazem tremer na base
e homens galopam à pé
e seus olhares
se atropelam ao vento
que não é o mesmo
a passear dentro de ti
porém, que me esmigalha
como se fosse meu possessivo
desejo de liberdade
poluída pela consciência
de que a felicidade
ainda é algo invisível,
contudo, um sonho possível.

Sérgio, beija-flor-poeta



Passos

para onde te lavam
os pensamentos colados
ao chão do teu sorriso
cheio de mistério
e magias
que contagiam
e me fazem sentir
bem de pertinho
aquilo que chamamos
de felicidade ! ?

Eu te agradeço pela sua formosura,
arte de lutar e vencer na vida.

Que seus dias sejam melhores que os meus,
pois eu te desejo um mundo transbordando
de felicidades mil. Eu tenho a consciência
de que és uma grande mulher.

Abraços de quem te admira muito.

Seu grande amigo

Sergio, beija-flor-poeta



O quebra-asas

tondo enviezado
eu corro entre nuvens
e arranhados céus
entre as torres da matriz
e a humilde Paulista
cheia de uma fartura
e retraços do amor
bem intensionado,
cheio de traição
entre as estrelas,
cujo corpo febril
se sobressai dos outros
num simples transbordar
de fogo já em labaredas
de um vulcão tão pleno,
insaciável com as cinzas
das próprias raízes
acalentando a bela
em plena nutrição da fera
pelo seio materno
da cobra cascavel.

Sérgio,beija-flor-poeta



Tempo

andei pelo mundo
correndo, pulando,
fugindo de mim mesmo
e nem mesmo percebo
a ilusão que vivo
e quando o teto cái,
fico eu todo aflito,
eu canto, eu rio, eu grito
e ninguém sabe da dor
que me invade.

Eu não morro de tristeza,
a felicidade me engana,
sempre nessa eterna brincadeira
de gato e rato, num pega-pega,
num vai-não-vai.

Andei pelo mundo respirando
e querendo me isolar
de mim mesmo.

Ah, beija-flor, tu amargas
o néctar dos beijos roubados
e das aventuras
entre os espinhos de rosas
perpendiculares
arranhando o céu de Sampa,
em plena República.

Esse metrô me conduz
ao meu aconchego:
vida sedenta e intensiva,
o que resevastes pra mim?
Dá-me o teu líquido
e serei teu eternamente:
o antídoto já não mais funciona,
meu amor.

Sérgio, beija-flor-poeta



Gibão lunático

esse teu fio de cabelo grizalho
mais parece de um toureiro
que versa o sertão boiado
ainda fostes o primeiro

galopante musical alado
no gibão, açoites do cavalo
repentista de janeiro a janeiro
dor, alegria e amor verdadeiro

enlaçados no teu riso matreiro
poemagia quando tua viola galopeia
clarão do meio dia, ao sol da lua cheia

e se tua sofona ainda chora
afinas os versos em lábios de auróra
feliz aniversário, Cirilo: desejos de rosa

(ao aniversário do amigo repentista
Sebastião Cirilo)

Sergio, beija-flor-poeta



Pétalas mágicas

um toque suave dos teus lábios
balançando de leve a vida em flor
harmonias num eterno sensualizares
navegantes nas ondas no mar de amor

e me perdí nas tuas linhas delirantes: calor
do teu seio me queimando o angustiares
teu prazer: paladares do mais jovem fervor
ácido corroendo minha alma, oh pulsares

vibrações internas num febril sussurrar
e tu, néctando minha vida de beija-flor,
me prendes em tuas pálpebras, ao fitar

tua retina, num mais sublime explendor
mágico, sinfonias arrupiadas no amar
ritmado, realizando esse mero sonhador.

Sergio, beija-flor-poeta



Barreiras

cada dia percorro distancias
navego mares, me afogo no teu
subo o monte evereste, montanhas
querendo te provar o amor meu

cada hora busco a conssonância
de me embriagar de tí, meu apogeu
é viver a tua feminilidade, oh crinça
felicidades ! A saudade já me esqueceu !

cada minuto é um simplesmente delirar
estar em teu seio, teu coração a pulsar
nosso nome, nosso prazer, cosso gritar

cada segundo sinto o teu infinito amar
me fitando em teus laços a agarrar
essa nossa perfeição de sermos um: vem cá !

sergio, beija-flor-poeta



Poesia branca

nunca vi as cores mais brancas, verdes
do teu olhar íres de um um fino arco
lua nêgra no laranjal do arvoredo
oh flor, em tuas pétalas me enlaço

e me encontro nesse teu flechado
olhar de mariposa e donzela, que cheiro
que delírio de me perder em teus braços
e ser teu, somente teu, talvez por inteiro

talvez somente por pedaços, amor
carregado com palmas de bananeiras
índia coroada amazonas, bela flor

néctando a ressonancia da nossa cor
sussurrada na melodia, outrora brincadeira
hoje sutileza de me queimar no teu fervor

Sergio, beija-flor-poeta



No fundo do peito

sejas minha necessidade, minha rosa
nem que seja um segundo de uma hora
nem que sejas um milionésimo de eternidade
na minha mais pura louca vida, tu: desejada

na barra do teu tempo cortando minha face
espelho do teu seio de olhos arregalados
me devorando, eternizando o amor agalopado
que sejamos apenas um pouco da felicidade

um instante, simplesmente um instante perfeito
que nossos lábios se encontram, antes de partir
é um tremer de amores, um arrupiares o leito

é um furar-se nos espinhos, é um em ti florir
é um estar preso aos teus abraços, meu defeito
é querer, por um instante, estar perto de tí.

e te implorar baixinho: me ama, pelo menos nesse instante.

Sergio, beija-flor-poeta



Helenizei a vida

e muitas vezes balbucio teu nome
parte de mim morre, tu me cossome
e plantas em mim tua doce semente
e fazes brotar em mim o amor, e sentes

que nada é mais belo que esse helenizares
num parque qualquer da vida, teu nome gritares
com se eu fosse um louco, um feliz e contente
de em meio a multidões, perdido entre gentes

na praça da sé, no redentor, na torre eifel
sejas tu, somente tu quem eu grite, meu mel,
helenizando o helenizado, helenista de fel

desse amor heleanianzado ao cadente sol
preso nas saudades suas, meu arrebol
helenizo em gritos o amor de um gira-sol

Sergio, beija-flor-poeta



Adeus vida cigana

siga as rimas do seu coração
e sejas feliz na sua caminhada
não abrasses o mundo com a mão
mas sejas sempre realizada

e mesmo que o eterno diga não
saibas que a vida feliz, esmeralda
não se vive somente do perdão
nem da partida quase aliviada

de estar procurando outros lares
enfrentando novas,. altas marés
navegando outros ferozes mares

que seu novo porto lhe agrade
que te amem os amigos de vedade
mas volte sempre, se sentires saudade.

quando a cigana
quer partir, que se vá,
que mesmo sentondo o desejo de ficar
libere suas velas ao vento
e seu barco no pensamento
já no suspiro, num breve velejar
somes no horizonte
e, quando em alto mar te encontrares
se a saudade bater
como ondas no convés
retorne ao porto
donde partistes
pois as portas que abristes
e, desde que partistes, ainda estão abertas,
e o cais te espera
como fosses quimera
a primeira rosa na primavera
depois de um duro inverno
Felicidades mil, minha amiga,
felicidades mil

Sergio, beija-flor-poeta



Encantos de meu bem

sinto tua falta
quer dizer
de tuas palavras
que são pedacinhos de ti
um dia desses na vida
hás de ler um poema
que te fiz
e vais lembrar de mim
minha musa
minha inspiração
é lindo, muito lindo
ter a consciencia
de que existes
não, não estou te cantando,
nem encantando
eu é quem me sinto encantado
por você
desculpe te dizer tudo isso
não sei esconder sentimentos
eu sou asim mesmo
o que te escrevo agora
não é poema
é verdade
minha vida é poesia
por isso pensas
que se trata de um poema
e se ainda achas que isso é um poemas
certamente olhas
com o olhar de musa
e de mulher
e de flor
ria, teu riso é doce e alimenta a alma

olha que homem
olha que mulher
que me faz homem
que me faz tão bem
olha que menino
menino
que se prende nos teus abraços
e num beijo me enlaço
como um beija flor
nos teus laços de fita
minha bela
minha querida
nossa, que lindo

teu amor
tua feminilidade
teus carinhos
tuas verdades
contidas no teu ventre
de flor
de princesa
amei, lindo
é te encontrar
assim por acaso
nas esquinas
da vida
num olhar
atravessado
disfarçado
pra ninguem notar
que te paquero
que te quero
que te amo
em silencio
calado
porem não abafado
mas, contudo,
fervendo
de desejos
por ti
não é poema
é verdade mesmo

Sergio, beija-flor-poeta



Ave selvagem

esse teu voares, oh morena tigresa
inundas meus lábios com a beleza
de um simples delirar no teu olhar
navegante entre ondas do teu retinar

oculares rítimos da nossa negreza
contida no arco: íries do nosso amar
mulata que meu beijar sempre anseia
desejos de beija-flor em teu seio pousar

oh linda e doce araponda, minha ave
solta ao vento, eu: gondoleiro do amor
que em tua silhueta de violão, suave

canção afinada aos sussurros da dor
que tuas fitas em tí minha asas enlasse
branco-nêgra: é linda nossa mistura de cor

Sergio, beija-flor-poeta



Risos de oz

felicidades de um amanhecer
fosses apenas um simples viver
mas que se o navegar fosse assim
buquês de rosas, orquídeas, jasmim

esse teu olhar lindo, radiante
te faz a mais bela, doce fera
nascida nesse dia, aniversariante
felicidades, saúde e mil quimeras

flor de uma magia de primavera
fazes o mundo ser tão feliz assim
que sejas realizada e eterna

lua do meio dia, sol do amanhecer
oh flor de perfume mais exuberante
é tão linda a existencia de você.

Sergio, beija-flor-poeta